O preço do seguro de vida depende de três coisas: quanto de capital você contrata, a sua idade e saúde, e as coberturas que inclui. Para um adulto jovem e saudável, uma apólice com capital relevante costuma custar bem menos do que a maioria imagina, muitas vezes menos que uma assinatura de streaming por mês. O que encarece não é o produto, é começar tarde.

O que define o valor da sua apólice

O capital segurado

É o valor que a seguradora paga aos beneficiários. Quanto maior o capital, maior o prêmio, de forma proporcional. É a variável que você controla.

Idade e saúde

O prêmio acompanha o risco, e o risco cresce com a idade. Por isso a mesma cobertura contratada aos 30 anos custa uma fração do que custaria aos 50. A declaração pessoal de saúde (DPS) também entra na conta.

Profissão e hábitos

Atividade de risco, tabagismo e a prática de esportes radicais elevam o prêmio, quando declarados. Omitir para pagar menos é o caminho mais curto para a negativa.

Coberturas escolhidas

Morte é a base. Invalidez, doenças graves e assistência funeral são adicionais que somam ao prêmio, mas também ao valor da proteção.

Quanto de capital contratar

Aqui está o erro mais comum: escolher um número redondo e pequeno no chute. A conta certa é objetiva.

  1. Some as dívidas que ficariam para a família: financiamento do imóvel, do carro, consórcio em andamento.
  2. Multiplique a renda mensal do segurado por 24 a 36 meses, o tempo para a família se reorganizar.
  3. Some os dois. Esse é o piso do capital que faz sentido.

Na prática, esse cálculo quase sempre resulta em valor bem acima dos cinquenta mil reais que a maioria contrata por padrão.

Seguro de vida x acidentes pessoais: não confunda

O seguro de vida cobre morte por qualquer causa, natural ou acidental. O seguro de acidentes pessoais é mais barato porque cobre só a morte acidental. Como a imensa maioria dos óbitos decorre de causa natural, contratar acidentes pessoais achando que é seguro de vida deixa a família descoberta no cenário mais provável.

Por que começar cedo é o que barateia

Contratado jovem, o prêmio entra baixo e muitos planos o mantêm estável por longos períodos. Contratar aos 45 ou 50 significa pagar, pela mesma cobertura, um valor várias vezes maior, e ainda enfrentar mais exigências de saúde. O produto é o mesmo; o preço, não.

O que a apólice não paga

  • Suicídio nos primeiros 24 meses de vigência (art. 798 do Código Civil). Depois desse prazo, há cobertura.
  • Doença preexistente omitida na declaração de saúde.
  • Morte natural, no seguro de acidentes pessoais.
  • Atividade de risco não declarada na contratação.

Como pagar o preço justo

  • Cote em várias seguradoras no mesmo capital e nas mesmas coberturas.
  • Contrate o capital certo pela sua realidade, nem inflado nem pequeno demais.
  • Preencha a declaração de saúde com honestidade: é o que garante o pagamento.
  • Revise beneficiários após casamento, divórcio ou nascimento de filho.

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CA

Cristiano Altarugio, Especialista em Seguros

Especialista em Seguros pela Vida de Ouro Corumbataí (Altarugio Corretora de Seguros Ltda.). Ver perfil completo →

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